Hoje o Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, ou o popular Chico Anysio, completa 80 anos e o Blog Expresso da Vitória faz uma homenagem a esse ilustre vascaíno, que sempre defendeu nossa bandeira!
O Chico nasceu em Maranguape e veio para o RJ com 8 anos de idade. Começou a carreira artistica na Rádio Guanabara, onde exerceu diversas funções, entre elas, comentarista de futebol.
Na TV Rio estreou em 1957 o Noite de Gala. Em 1959, estreou o programa Só Tem Tantã, lançado por Joaquim Silvério de Castro Barbosa, mais tarde chamado de Chico Total. Além de escrever e interpretar seus próprios textos no rádio, televisão e cinema, sempre com humor fino e inteligente, Chico se aventurou com relativo destaque pelo jornalismo esportivo, teatro, literatura e pintura, além de ter composto e gravado algumas canções.
Chico tem tido diversos problemas de saúde, tendo sido internado várias vezes. A ultima internação durou 100 dias, sendo 85 dias na CTI. Teve alta no ultimo dia 23.
Declaradamente vascaíno, nunca escondeu seu amor pela Cruz de Malta, tendo defendido o Vasco diversas vezes, inclusive em um famoso manifesto contra a Flapress, criticando os jornalistas Fernando Calazans e Renato Mauricio Prado, além do comentarista Galvão Bueno, segue abaixo o texto citado:
“O jogo de futebol do domingo, no Rio, ao mesmo tempo que deu o título ao Flamengo, nos mostrou com maior claridade duas coisas: a primeira, que o Vasco jogou contra o Flamengo, como eu sempre supunha e não contra o Felipe, como imaginava a nossa clarividente crítica esportiva. O Felipe não foi nenhuma diferença e isto é o lógico, porque ele está tão perto do Garrincha quanto eu do Tony Bennett.
A segunda coisa foi melancólica, porque eu me acostumei a comentar jogos desde os 17 anos de idade e sempre fiz o máximo para não deixar interferir nos meus comentários minha preferência por um clube ou pelo outro. E sempre consegui. Nesta semana de uma final, no Rio, como sempre aconteceu, surgiram coisas que foram faladas, prometidas, ameaçadas etc. Tudo isto existe para ser minimizado pela crônica, porque não é papel de um jornalista aumentar um fogo que ainda nem se sabe se será aceso. Fernando Calazans e Maurício Prado, dois cronistas do Flamengo que recebem um salário do jornal 'O Globo', passaram a semana inteira incitando o árbitro contra os defensores do Vasco, colocando as coisas de modo que à primeira falta sobre o Felipe fosse dado um cartão amarelo e, posteriormente, o vermelho. É claro que o time dos prestigiados cronistas, quando era bom, nos tempos de Mozer, Andrade, Adílio, Zico e Tita, podia abrir mão deste expediente feio, para usar o mais lindos dos adjetivos. Não se promove uma partida atirando o árbitro contra os jogadores do time adversário, pois isto, na dependência do que ocorrer no jogo, pode causar um grande problema com as torcidas e não é exatamente este o dever de um cronista esportivo. E não nos esqueçamos de um agravante: no atual estágio do nosso futebol, nem os times e nem os árbitros prestam. O Flamengo venceu, o Vasco teve um jogador expulso (por causa do Felipe), mas os dois cronistas rubro-negros do 'Globo', são, para mim, figuras expúrias porque apesar de não serem mais crianças, ainda não aprenderam a ter um bom comportamento de adulto. O que eles fizeram foi coisa de meninos sem responsabilidade; se eles não são isso, já sei o que são: pífios. Quanto à transmissão do Galvão Bueno, ele poderia ser mais honesto e vestir uma camisa do Flamengo.
Ary Barroso fazia isso e era genial. É melhor ser francamente torcedor de um time do que ser do tipo desses de quem eu falei. A cada dia que passa mais eu louvo o Washington Rodrigues, que já foi até treinador do Flamengo e comenta sem torcer. É difícil, porque para isso precisa ter talento”. Chico Anysio
Esse post era para sair ontem, porém o virtua saiu do ar, me deixando sem internet, paciência.
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